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underground

07.06.06

Engraçado como à minha casa não vou, antes a tua. É de noite como aliás comigo é quase sempre de noite. Passo rente pela minha porta sem sequer lhe deitar olhar. Sei que ali está, sigo em frente. Bem sei, não avisei, mas que queres, eu própria ainda há pouco, agora mesmo... Vou para tua casa onde não existe mesa posta, cama feita. Vou para tua casa onde ninguém me espera. Dessa tua casa poderei sair para comprar cigarros apesar de não fumar. Pois é, que maçada, eu não fumo. Decidi: Quando chegar a tua casa volto a fumar. Pedes-me em casamento e eu não me lembro mas acho que te disse que aceitava. Dançamos. A boda são três dias. Vinhos, acordeões, clarins, pandeiretas, cavalos, latas, ciganos descalços. O fotógrafo, os padrinhos. - Juntem-se todos para cabermos! O padre sorridente a gamar-nos as alianças enquanto nós nos beijamos. A chave do quarto a baloiçar-me na mão e o padre outra vez, agora a morder a aliança, a afiançar o ouro a meio da pergunta - É por meia hora ou é para a noite toda?

 

 

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escrito por sofia vieira às 22:30



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