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le fabuleux destin d´ amélie poulain)

21.06.06

Nove vezes nove oitenta e um e sonho contigo desculpa. Não é nada de mais oitenta e um mas estou a sonhar contigo desculpa. Olha é um desses sonhos quentinhos e se calhar estou a sujar-te desculpa mas deixa-te estar, isso. Estou a dormir juro. Não adormeci logo, nove vezes nove oitenta e um sete macacos e tu és um. Provavelmente foi assim perdia-me entre as contas do dia, que são cada vez mais contas e cada vez menos certas e deixei-me ficar contigo quando fugia, não quando fugia, mas agora quando tu numa parcela de uma conta de somar, de sumir, me apareces a diminuir e eu com pena agarro-te a mim. Foste tu que aqui entraste sim sim, numa parcela de uma conta juro. Não? Não mesmo? Então desculpa, baralhei a conta mas deixa-te estar, isso. Estou a dormir juro. Três vezes noves vinte e sete e eu agora divido-me contigo, eu contigo a multiplicar os dias em que não faço contas, a subtrair este cansaço que me põe à prova, dos nove, vezes nove, num oito. Não adormeci logo três vezes nove vinte e sete e olha olha tirei a folha ao teu canivete. Estou a dormir juro. De quatro, estou de quatro a sonhar contigo desculpa. A dormir juro. Um sonho quente em que tu és nove vezes nove oitenta e um ou és antes pareces-me ser até vinte e sete e agora sessenta e nove desculpa a dormir juro mas deixa-te estar. Nove vezes nove oitenta e um sonho contigo desculpa estou a dormir juro.

 

 

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escrito por sofia vieira às 22:41



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