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delta of venus

15.07.06

Dizer-te que seria contigo, que recomeçava tudo outra vez, alfa, beta, gamma, delta. Mesmo sem te saber o gosto, que te amaria de forma errante. Só assim podia, épsilon se me escondesse sempre onde me deixo, se me tapasse onde me apetece, mesmo por detrás de um alfabeto, digamma. Dseta dizer-te que me és indiferente é dizer-te que me és para lá das letras, eta inexistente. Mas por trás, por detrás desse alfabeto theta congeminar-te, erigir-te. Dizia-te que seria contigo mas na verdade não o sei. Iota eras tu ou em qualquer outro sítio mas minha kappa, em todo o lugar lambda para me ensaiar, mi, ni, ser eu à distância dos olhares, às escondidas de nós, xi. Omicrón e mandar às urtigas as convenções. Pi e abandonar as nossas peles. San e sairmos por aí ooppa. Renovados de nós rho. Sigma, tau, ipsilon, fi, estranha liberdade esta a de não sermos nós, khi, psi, ómega e sampi, mas única forma de um não se fazer sim.

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escrito por sofia vieira às 22:54



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