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17.10.06

Lembras-me de pouco. Não que isso me importe ou faça grande diferença, nada vivemos de tão extraordinário assim; pelo menos, nada que me tenha ficado gravado na pele como as chagas de cristo ou coisa que o valha. Não me fazes falta nem te tenho precisão, como se uma despensa vazia. A vida continua-me, periódica e regular, sem assistolias de maior nem registo de paragens cardíacas. Se me morresses amanhã, nem por isso afocinharia o desgosto em máscaras de oxigénio ou recorreria a suportes de vida artificial. Também não se trata de tropeçar na tua sombra encolhida quando a noite se desvela pelos saguões e as paredes das casas se espreguiçam de cansaço. Repara: não é como se alguma vez te tivesse tragado inteiro. Por isso não sei (não entendo) porque persisto em coleccionar-te como cromos da heidi e em colar-te, palavra por palavra, nesta estranha caderneta, gasta do afã do uso.

 

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escrito por sofia vieira às 23:19



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