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the others

16.06.07

Podia continuar assim para sempre. A escrever sobre o que não vivi, o que não tive, o que perdi: um tratado sobre o desencontro, a incompletude, o extemporâneo. Compêndios acerca do pouco, do raso, de como de um cesto se faz um cento e das tripas, coração. De como sou boa, em espremer o tutano, em, no meu colo vazio, rosas; de como me aprumei, em dos restos fazer um festim, roupa velha de amor desfiado, a criar factos perante argumentos, desmanchar e voltar a fazer, água mole em pedra dura. Podia continuar assim, bela eterna sem senão, um pássaro na mão, coração quente, amor para sempre, a palavras de prata, difíceis como bilros, sem silêncios de ouro. A acarinhar-te a lembrança a tratos de polé, com mil cuidados e caldos de galinha, amor querido, amor batido. Podia continuar assim para sempre. Afinal, ele há mil maneiras de morrer.

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escrito por sofia vieira às 22:41



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